Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘tempo’

haicracas

meu caos
em teu cais
encalhado há ocasos

 

 

valéria tarelho

Read Full Post »

maré

o fluxo
e refluxo
da maré do tempo

    te levando

trazendo

    levando

trazendo
trazendo
trazendo…

de tempos em tempos
de vez em quando

a tempo
a tempo
a tempo…

Read Full Post »

ciclo

o tempo estende-se,
dias a fio,
contíguos,
que perduram
– pendentes –
pelas barras do destino.

                não demora,
                o tempo exíguo,
                recolhido,
                será passado
                a ferro brando.

[enquanto uma nova era
de horas aguadas,
na máquina do tempo,

espera…]

em Escritoras Suicidas
ed. 3 | dez/2005

em Germina Literatura – raros

Read Full Post »

ócio

quando mato o tempo
sinto-me suicida

e a alma fútil, pena
vagando no limbo
das horas inúteis

— inescusáveis —

em Escritoras Suicidas
ed. 13 | dez/2006

Read Full Post »

lento, lento…

      

para carlos willian

eu sou
aquela
garota
do adeus
debruçada
na janela

à espera…

eu sou
aquela
moça
– sem visão –
mirando
o horizonte
do nada
do vão
da vidraça

há espera

eu sou
aquela
senhora
– sem mãos –
íntima
de quem
não fui
tricotando
a hora
última

[á spera]

espreguiço
o sono
lento nó
das eras

à janela
sou
todas elas:
pássaro

aceno
ao vento
ameno
enlaço
o tempo
vasto
vôo

há braços

em Escritoras Suicidas
ed. 3 | dez/2005

Read Full Post »

temporã

no efêmero instante
em que nossos ponteiros
se encontram
deitamos emoções possíveis
no leito da fração de segundo
que todo o tempo do mundo
nos recusa

mas o tempo que nos separa
— amantes e distantes —
não para e tem pressa
dispara e recomeça
a contagem regressiva
para o momento fugaz
de unir o amor
do minuto voraz
ao corpo diminuto
da hora passiva

passa o tempo
passa, tempo
passatempo
passa…

resta o tempo
— “tempohorário” —
eternizado na poesia

em Escritoras Suicidas
ed. 13 | dez/2006

Read Full Post »

tiquetaqueando

é preciso estancar o tempo
que faz com que meus filhos cresçam
enquanto eu adolesço

é preciso acertar os ponteiros
do meu relógio de (im)pulso
com o fuso horário de meu destempero

é preciso mover o pêndulo do cuco
de canto tartamudo
que retarda a hora de ir embora

é preciso ajustar o big ben do peito
antes que eu (en)farte
precisamente à meia-noite
em meio ao meu erro mais crasso

esse amor desperta dor
no atraso
marca-passo

em Escritoras Suicidas
ed. 13 | dez/06

Read Full Post »