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Posts Tagged ‘poema’

refém

poesia é ave
cativa
no poema

| versos são  |
| na verdade |
| grades        |

o poeta
é a chave
métrica

liberta
e mantém
o cárcere

valéria tarelho

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leo

a Leandro

ele [ilha]
que leio
além olhos

alheio
ao sol
em si

[so]
cega-me

 

 

valéria tarelho
[a lela do leo]

 

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poema em desalinho

ser de torcer o nariz
sem temer a sorte
e sua foice

ser acinte
ser açoite

ser um demônio
o anjo em si
sem temor ao fogo
e sua fonte

ser afronta
ser o front

ser a faca da palavra
fincada à fala flácida
sem render-se ao jugo
e a farsa da jogada

ser o saque
ser o sangue

[soco que lambe]

em suma ser
alguma teima
que não tema

ser poema

valéria tarelho

a Álvaro de Campos

*publ. no Poema Dia em 14.05.11

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arte íntima

este poema
desenha a boca
que ordenha
sua seiva viva

esboça a língua
que delineia – à risca –
os contornos
da escrita arisca

pinta o entremeio
das nuas entrelinhas
com – morna lisa –
textura de saliva

 

 

valéria tarelho

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legado

[no meio do caminho tinha uma perda]

 

 

possível até prever:
a paixão [perfume]
passará

como outras perdas
[performance de pétala]
fará parte de uma seca
paisagem

na certa [carlos]
um poema pedirá
passagem

venha com seda
ou pedra polêmica
na bagagem

 

 

valéria tarelho

a Drummond

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se meu poema
se propaga
do beco
às bocas

o marketing
[pago]
que se
folder

 

 

valéria tarelho

publicado no Livro da Tribo 2012/2013, Ed. da Tribo

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desgoverno

sem planos
nem planaltos

sim ?oes!a

fêmea
– eleita –
que dita
meu poema

[sem pt
                 nem vír
                 gula]

valéria tarelho

poema escrito por ocasião da eleição para a presidência do Brasil, que elegeu Dilma Rousseff

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