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Posts Tagged ‘insônia’

interlúdio

há uma
loba lua
de língua lábil
a lamber
libido-lembranças
no lóbulo
do olvido

há uma
felina dúvida
que arranha
uma ursa sina
que abocanha
uma víbora sanha
assaz
tirana

duvido do bis
do vis-à-vis
da lábia vez
(au
daz)
que ainda uiva
idas luas
insinua
íntimas unhas
crava nu[n]cas
inocula
sua peçonha

façanhas
de um céu insone
sobre insignes
arranha-cios

 

 

 

valéria tarelho

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insone

 

que poema
virá comigo
primaverar a noite
em explícito
?
valéria tarelho

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senhor ninguém

diminuto como
minúsculo átomo
assombra-se ante
a macro madrugada

mínimo it – errático –
acua-se – atônito – perante
macabra mácula maiúscula
NOITE

soez em sua
pessoal insônia
sonha ser apto
:
capaz de vencer
quartos – quantum sufficit – de luas
delir o peso das dunas horas
em pose [líquida]
de lira

delira ser o sol
o cerne o sumo a sanha
do poema maior

calor que derrete
a rima do horror noturno
em ritmo [ab]soluto

sagez em sua
pessoal insânia
sente: é luz

e dilui a cúpula do breu
cuja cópula [cúmplice] com phobos
liquida a lírica

das virgens manhãs

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antes
a insônia

era o peso

sono:
desejo branco

brando relevo
no véu
da névoa
[noiva
– pudica –
do orcus
negro]

irrelevante
o grafite
cal[ma]
virgem
onde erige
a noite núpera

[núpcias
às portas
da morte]

nada mais
absurdo
que a luz
além do muro
nada mais
lúcido
que há pez
absoluto

agora
o sono
crê [criança]
em levez
na balança

só mede
o medo lúdico
de amanhecer
para o recreio

te sonho amor
no descuido
do pesadelo

em Escritoras Suicidas,
ed. 12 | nov/2006

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