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muita gente
diz assim
:
“minha mãe é uma santa”

aqui em casa
há quem garanta
:
“todo dia
é halloween”

 
Valéria Tarelho

publicado no Livro da Tribo 2012/2013 e no “Meu manual de vida integral com diabetes”, ambos da Ed. da Tribo

para ser bruxa
por completo
só me falta
um gato

perto

 

 

valéria tarelho

publicado no Livro da Tribo 2012/2013, Ed. da Tribo

ex-fera

lua inteira

e terna

me nina

 

 

valéria tarelho

publicado no Livro da Tribo 2012/2013, Ed. da Tribo

o que as letras soltas – perdidas no branco do papel – não ousam, talvez a boca [na boca] cale por si.
deito e fito no teto um silêncio – possível – em que tudo pode ser dito: na língua do beijo, no diálogo do
abraço. texto com tato e gosto. de grito.

 
Valéria Tarelho

publicado no Livro da Tribo 2012/2013, Ed. da Tribo

a olho nu

meu olho, quando mergulha em teu olho, não vê: contempla.
é um ver mais nítido, que se admira ante achados e pedidos no fundo cristalino.
é um [m]olhar de êxtase, imerso nas transparências que a menina do teu olho vai despindo.

 
Valéria Tarelho

publicado no Livro da Tribo 2012/2013, Ed. da Tribo

refém

poesia é ave
cativa
no poema

| versos são  |
| na verdade |
| grades        |

o poeta
é a chave
métrica

liberta
e mantém
o cárcere

valéria tarelho

leo

a Leandro

ele [ilha]
que leio
além olhos

alheio
ao sol
em si

[so]
cega-me

 

 

valéria tarelho
[a lela do leo]